2007-01-31 21:08
Chegámos aos Açores, mais propriamente à ilha de S. Miguel, numa quinta-feira. Depois de devidamente instalados, jantámos sem pressas, algo muito raro nestas aventuras de estrada. O concerto seria no dia seguinte e podíamos pôr a conversa em dia, sem horários cronometrados. Depois do jantar, resolvemos sair. Estando toda a banda e equipa presentes, dirigimo-nos a um dos bares/discoteca perto do hotel e foi à porta que descobrimos que era a “Quinta-Feira dos Amigos” e, como tal, nenhuma rapariga poderia entrar. Ora, para um continental, esta era uma ideia completamente estrangeira para mim, pelo que me explicaram devidamente a tradição. Ao que parece, no mês antecedente ao Carnaval, as ilhas fazem 4 quintas-feiras temáticas: Amigos, Amigas, Compadres e Comadres. E em cada dia específico, o sexo oposto ficava em casa, a fazer sabe Deus o quê.
Ora, como estávamos todos na rua e não íamos separar o nosso glorioso grupo, resolvemos tentar outro sítio. Depois de alguma conversa com o gerente e o porteiro, lá nos deixaram entrar. E foi nessa altura que descobri que, afinal, também havia raparigas lá dentro, só que estavam sistematicamente em cima dos balcões e de ringues improvisados. E se aquilo era o “Dia dos Amigos”, bastava imaginar o negativo de toda a situação para o “Dia das Amigas”.Medo. Muito medo. Foi divertido, mas estranho.
Saímos de lá e encontrámos um bar mais tranquilo onde estivémos mais algum tempo com muita gente simpática. O concerto do dia seguinte prometia...
...e cumpriu. Nos bastidores o ambiente estava muito divertido, aqui com a Rita na sua pose Texana. O reabilitado Teatro Micaelense era lindíssimo e o público era muito atento e participativo. Experimentei algumas coisas novas no palco que correram muito bem e, a certa altura, não resisti e tirei estas fotos. Tenho pena de não ter conseguido apanhar quem estava na bancada, para a próxima levo um flash gigantesco.
No final do concerto passámos por uma hamburgueria e trouxe de lá um sundae. Deixei-o derreter um bocado, os melhores gelados são aqueles que estão QUASE a desaparecer.
Eram 03h00 da manhã quando adormeci. Eram 05h00 da manhã quando acordei para ir para o aeroporto. O único vôo disponível para a ilha Terceira era às 07h00 e nada havia a fazer. “É a vida do rock”, diziam todos. Sim, é a vida do rock.
Depois da viagem, tomámos o pequeno almoço no hotel da Terceira e fomos todos dormir. Devido a estes horários estranhos, acabámos por não ver a ilha com mais atenção, fica para a próxima.
Acordámos directamente para um almoço tardio e para um sound-check ainda meio sonolento.
O concerto correu muito bem e, no final de tudo, falei com inúmeras pessoas e revi amigos de longa data. Foi uma noite para recordar e para repetir. Os Açores são, de facto, um dos locais mais bonitos do nosso país.
Às 08h00 da manhã já estávamos de partida para o continente. O frio e a chuva esperavam cá fora, pusemos os cachecóis e saímos pela escada do avião.
Próximas paragens: Figueira da Foz (14 de Fevereiro) e Leiria (15 de Fevereiro). A aventura continua!!
Um grande abraço














