PARABÉNS SÉRGIO!


(gravação de "Sextos Sentidos" com os Silence 4)


Quando conheci pessoalmente o Sérgio Godinho em 1997 estava nervoso. MUITO nervoso. Era o meu músico português preferido e tinha perdido a conta às horas que tinha passado a ouvir as suas canções e a ler as suas letras. Sabia muitas de cor e era uma espécie de herói pessoal que agora se materializava numa pessoa à minha frente, a dizer o meu nome e a tratar-me por tu. Convidámo-lo para escrever uma letra para os Silence 4, uma canção do nosso guitarrista/baixista Rui Costa e que acabou por se chamar "Sextos Sentidos". Como se pode calcular, ficámos extasiados com a ideia de um dos maiores nomes da música portuguesa aceitar trabalhar connosco, uma banda completamente desconhecida que cantava maioritariamente em inglês. O Sérgio juntou-se a nós num momento em que os Silence 4 eram uma das bandas mais pequenas e singelas do nosso país.


Sentados no sofá da casa dele, mostrou-me a letra para a canção e cantámos pela primeira vez juntos mesmo ali, eu de guitarra e o Sérgio a percorrer as palavras. É um momento que nunca esquecerei. Aquilo que eu não sabia é que nascia ali uma colaboração que acabaríamos por repetir de diversas formas ao longo dos anos.


(nos ensaios para o concerto ao vivo no Pavilhão Atlântico, 1998)



Em 2003, eu e o Rui Costa acabámos por colaborar de novo com ele no tema "A Balada da Rita" para o disco "Irmão do Meio", um dos nossos temas favoritos e que já tínhamos tocado em palco.





Em 2004 cantei com ele uma das canções que mais ouvi do seu disco "Escritor de Canções". "Um tempo que passou", com letra de Chico Buarque e música do Sérgio. Quase que me belisquei antes de entrar no palco, quantas vezes tinha cantado aquela canção na sala dos meus pais? Tinha tanto de irreal como de maravilhoso.


Cruzámo-nos várias vezes, em palco e fora dele ao longo dos anos e em 2018 tive a oportunidade de escrever uma canção para ele. Senti os mesmos nervos do primeiro dia, não queria falhar ao mestre. O resultado é "Grão da mesma mó", um dos momentos que mais me enche de orgulho nesta minha cruzada musical.


O Sérgio é uma inspiração todos os dias. É um músico inquieto, um poeta que conforta e incomoda, um rebelde com e sem causa. Não alinha com o quadro geral mas é impossível imaginar o quadro sem ele. Hoje faz 75 anos e tem mais 300 pela frente. Quando eu for grande, quero ser como ele. Ou o mais perto possível, porque como ele não há mais ninguém. Parabéns Sérgio, és o maior!



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