Até acertar.


Ouvir e fazer música são duas actividades completamente distintas e com fins radicalmente diferentes. Ninguém começa a fazer música sem se apaixonar pelo acto de ouvi-la em primeiro lugar. No meu caso, a música invadiu o meu mundo na adolescência (e não é sempre assim?), a preencher os vazios da existência, a acalmar as tempestades emocionais, a falar comigo como se soubesse o que eu penso. Não tenho dúvidas que, sem a música, não seria a pessoa que sou hoje. Sem o impacto brutal que as canções tiveram no meu crescimento, eu seria uma pessoa diferente e menos consciente do mundo que me rodeia. Talvez o cinema tenha tido o mesmo papel, mas isso fica para outra publicação.