O silêncio deixa-me ileso.


Quando lancei o primeiro disco com os Silence 4, não fazia ideia que as minhas inquietações líricas fossem ressoar de forma tão forte a quem me ouvia do outro lado. Escrevi as canções para mim, como um desabafo, uma maneira de transformar algumas dessas inquietações em algo diferente, mais luminoso, mais criativo, mas mais tarde vim a descobrir que não estava sozinho. Há canções onde o que escrevo é mais ou menos óbvio, especialmente para quem possa identificar o mesmo estado de espírito que a atravessa. Um dos assuntos que sempre me fascinou (e fascina!) é a ideia de que todos temos um mundo interior gigante e misterioso. Que, de facto, nunc